O facto mais extraordinário do Universo
Há milhares de milhões de anos atrás, uma estrela chegava ao fim da sua vida. Ao fim de milhões de anos a transformar hidrogénio e hélio em elementos mais pesados, como o carbono, o azoto e o oxigénio, o combustível nuclear da estrela esgotou-se. A temperatura diminuiu e consequentemente a pressão do núcleo começou a ser vencida pela enorme força gravítica das camadas exteriores da estrela. Isso fez com que o núcleo colapsasse repentinamente até um ponto que a pressão é tanta que se dá um ricochete - gera-se uma enorme onda de choque. Essa onda de choque desintegra as camadas exteriores da estrela espalhando-as por milhões de quilómetros em redor e liberta uma enorme quantidade de energia de uma forma única na Natureza - a estrela morre numa explosão de proporções míticas, tornando-se uma supernova.

A supernova SN 1572.
A onda de choque provocada é tão potente que inicia um novo processo de fusão, endotérmico, em que se formam novos elementos químicos antes inacessíveis às capacidades naturais da estrela - cálcio, potássio, sódio, ferro, metais pesados e outros. A matéria e a radiação expelidas por esta supernova propagam-se a milhões de quilómetros de distância e no seu caminho encontram nebulosas, estrelas jovens em formação. A onda de choque da supernova contamina esta nebulosa com novos elementos até aí ausentes. A perturbação que isto induz altera a dinâmica da nebulosa e cria pontos de maior densidade local. Isso leva a que se formem acumulações de matéria, por força da gravidade, em torno da estrela em geração. Surgem planetas.
Um destes planetas, em virtude das propriedades químicas dos elementos que o constituem e das condições físicas que apresenta, leva a que se formem moléculas complexas, moléculas orgânicas e aglomerados destas. Alimentados por energia local e pela radiação solar, surgem processos metabólicos. A partir destes aglomerados é que se formaram as protocélulas que nos deram origem. A selecção natural encarrega-se do resto a partir daqui.
Actualmente somos ainda alimentados por uma das estrelas de cuja existência dependemos, o Sol. O Sol alimenta as plantas que estão na base da cadeia alimentar. Alimentou um dia a camada vegetal que se tornou fóssil e que hoje é petróleo. Aquece as camadas de ar que originam o vento, as ondas e as correntes marinhas, evapora a água que condensa sob a forma de chuva a montante das fozes dos rios. Toda a energia que possuímos vem do Sol, com a excepção da geotérmica e da nuclear - ambas associadas a decaimentos radioactivos dos elementos provenientes de uma supernova, algures no espaço.
Portanto esta breve história que escrevi se resume ao seguinte facto:
Nós somos feitos de estrelas.
Somos feitos de estrelas, produto de uma explosão estelar e fruto do nascimento de outra. Somos, literalmente, constituídos e alimentados pela energia dessas estrelas. Poder considerar a enormidade deste facto é, na minha opinião, uma das grandes conquistas da Humanidade.
Esta é a minha opinião pessoal. Sugestões de outros factos surpreendentes são bem-vindas. Mas duvido que me surpreendam tanto como este...

A supernova SN 1572.
A onda de choque provocada é tão potente que inicia um novo processo de fusão, endotérmico, em que se formam novos elementos químicos antes inacessíveis às capacidades naturais da estrela - cálcio, potássio, sódio, ferro, metais pesados e outros. A matéria e a radiação expelidas por esta supernova propagam-se a milhões de quilómetros de distância e no seu caminho encontram nebulosas, estrelas jovens em formação. A onda de choque da supernova contamina esta nebulosa com novos elementos até aí ausentes. A perturbação que isto induz altera a dinâmica da nebulosa e cria pontos de maior densidade local. Isso leva a que se formem acumulações de matéria, por força da gravidade, em torno da estrela em geração. Surgem planetas.
Um destes planetas, em virtude das propriedades químicas dos elementos que o constituem e das condições físicas que apresenta, leva a que se formem moléculas complexas, moléculas orgânicas e aglomerados destas. Alimentados por energia local e pela radiação solar, surgem processos metabólicos. A partir destes aglomerados é que se formaram as protocélulas que nos deram origem. A selecção natural encarrega-se do resto a partir daqui.
Actualmente somos ainda alimentados por uma das estrelas de cuja existência dependemos, o Sol. O Sol alimenta as plantas que estão na base da cadeia alimentar. Alimentou um dia a camada vegetal que se tornou fóssil e que hoje é petróleo. Aquece as camadas de ar que originam o vento, as ondas e as correntes marinhas, evapora a água que condensa sob a forma de chuva a montante das fozes dos rios. Toda a energia que possuímos vem do Sol, com a excepção da geotérmica e da nuclear - ambas associadas a decaimentos radioactivos dos elementos provenientes de uma supernova, algures no espaço.
Portanto esta breve história que escrevi se resume ao seguinte facto:
Nós somos feitos de estrelas.
Somos feitos de estrelas, produto de uma explosão estelar e fruto do nascimento de outra. Somos, literalmente, constituídos e alimentados pela energia dessas estrelas. Poder considerar a enormidade deste facto é, na minha opinião, uma das grandes conquistas da Humanidade.
Esta é a minha opinião pessoal. Sugestões de outros factos surpreendentes são bem-vindas. Mas duvido que me surpreendam tanto como este...
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